quarta-feira, 15 de abril de 2009

Somos perfeitos?

Matamos o semelhante, seja estranho ou próximo, não só morte corporal, mas também lhes tiramos os direitos básicos de sobrevivência. Temos a incrível capacidade de ignorar o que não nos serve, ou pensamos que não.
Lutamos, trabalhamos para ter dinheiro e gastamos quase a vida inteira para tê-lo, e quando o temos, já quase no final da vida o empreendemos numa tentativa vã de recuperar a saúde, e a juventude perdida em prol de vil metal.
Queremos a perfeição: física, bancária, status, mas não há honestidade, solidariedade, caracter, e humanidade. Somos capazes se produzir aviões que rompem a barreira do som, trens bala, remédios para curar doenças terríveis, criamos monstros nucleares, fome, miséria e aquecimento global, mas não conseguimos dar remédio para a alma, para a dor da solidão, da perda, do desespero; para mães que perdem seus filhos para o tráfico.
Somos canibais de nós, é isso mesmo, devoramos tudo que nos pertence, tudo que é eu.
Assim deixo a seguinte questão para que reflitamos sobre nossa condição:
Somos perfeitos?

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