domingo, 30 de agosto de 2009

A Educação para além do capital¹


O autor nos diz que no final de tudo se reduziria a relações de poder nuas e cruas, impostas com extrema brutalidade e violência nos primórdios do desenvolvimento capitalista, independentemente da forma como elas eram racionalizadas nos “primeiros anais da economia política”, conforme as palavras de Marx. Assim não podem funcionar adequadamente exceto se estiverem em sintonia com as determinações educacionais da sociedade como um todo.
Aqui a questão crucial, sob o domínio do capital, é assegurar que cada individuo adote como suas próprias as metas de reprodução objetivamente possíveis do sistema. Em outras palavras, no sentido amplo do termo educação, trata-se de uma questão de internalização pelos indivíduos.
Todavia, ao internalizar as onipresentes pressões externas, eles devem adotar as perspectivas globais da sociedade mercantilizada como inquestionáveis limites individuais a suas aspirações pessoais, ou seja , tornar-se “alguém” para a conquista de um espaço na sociedade capitalista.
Uma das funções principais da educação formal nas nossas sociedades é produzir tanta conformidade ou consenso quanto for capaz, a partir de dentro e por meio dos seus próprios limites institucionalizados e legalmente sancionados.A aprendizagem é, verdadeiramente, a nossa própria vida.
Portanto, desde o inicio o papel da educação é de importância vital para romper com a internalização predominante nas escolhas políticas presentes à legitimação constitucional democrática do Estado capitalista que defende seus próprios interesses.
A nossa época de crise estrutural global do capital é também uma época histórica de transição de uma ordem social existente para outra, qualitativamente diferente. Essas são as duas características fundamentais que definem o espaço histórico e social dentro do qual os grandes desafios para romper a lógica do capital, e ao mesmo tempo também para elaborar planos estratégicos para uma educação que vá além do capital, devem se juntar.
Portanto a educação é o meio modificador de uma sociedade, para transformar um país, ou o individuo em ser pensante e crítico do seu tempo, não ficando oprimido pelo mercado capitalista e relações marginais.



1) Meszários, I. Educação para além do capital; tradução Isa Tavares. São Paulo: Bomtempo Editorial,2005, PP 19-77.

sábado, 15 de agosto de 2009

Objeto não identificado



Objeto não identificado cruzando o céu, numa manhã de quarta-feira. O que será?

sábado, 25 de julho de 2009

Educação como capital humano: uma teoria mantenedora do senso comum¹

O autor nos mostra que a teoria do capital humano é um movimento que guarda em seu interior um caráter circular. Assim o conceito de capital humano que a partir de uma visão reducionista busca elementos para explicar o desenvolvimento e eqüidade social, e como teoria de educação, segue um caminho de investigação, neste sentido depreende-se que o determinante: educação como fator de desenvolvimento e distribuição de renda, transforma-se em determinado: o fator econômico com explicação do acesso e permanência na escola, do rendimento escolar.
Do ponto de vista macroeconômico, constitui-se num desdobramento, um complemento do desenvolvimento econômico. O capital humano transforma-se num construtor básico da economia da educação. A educação, é o principal enquanto produtora de capacidade de trabalho, potenciadora do fator trabalho. Neste sentido é um investimento como qualquer outro.
“Do ponto de vista macroeconômico, o investimento no “fator humano” passa a significar um dos determinantes básicos para o aumento da produtividade e elemento de superação do atraso econômico. Do ponto de vista microeconômico, constitui-se no fator explicativo das diferenças individuais de produtividade e de renda e, conseqüentemente, de mobilidade social.”( Frigotto,p.41)
Como vimos anteriormente, a concepção do capital humano, tanto do ponto de vista do desenvolvimento econômico com da renda individual, é que a educação, é criadora da capacidade de trabalho. Um investimento marginal em educação permite uma produtividade marginal. O salário ou a renda é o preço do trabalho do individuo, produzindo mais, conseqüentemente ganhará mais. A renda, ou o salário, ou seja, os ganhos são individuais, e se não obtém esta renda , também é decisão do individuo, esta concepção surge na burguesia e do seu modo de produção.
A escola passa a ser determinante da renda, os ganhos futuros, de mobilidade social, assim a permanência nela e o seu desempenho são explicados pela renda e outros fatores que descrevem a situação familiar. É desta visão do capital humano que constitui-se em apologia da concepção burguesa de homem, de sociedade, e das relações que os homens estabelecem para gerar sua existência no modo de produção capitalista.
“Para a economia burguesa não interessa o homem enquanto homem, mas enquanto um conjunto de faculdades a serem trabalhadas para o sistema econômico possa funcionar como um mecanismo.”( Frigotto, p.58)
A desarticulação da concepção burguesa veiculada pela teoria do capital humano implica sair da visão de superficialidade e de pseudoconcreticidade, e voltar ao foco das relações sociais de produção especificas à sociedade do capital.

Conclusão

A teoria do capital humano visa superar a idéia de utilidade e voltar à idéia de valor-trabalho, onde a educação tem objetivo em superar a dificuldades e promover a igualdade de classes, pondo a lógica de mercado de fora das relações de trabalho especificamente para o lucro e a exploração do individuo, inserindo a coletividade como forma de relação inerente ao ser humano.

Bibliografia

1) Frigotto, G. A produtividade da escola improdutiva. 2ª edição. São Paulo: Cortez: Autores Associados. 1986, PP. 35-81.

sábado, 18 de julho de 2009

Pensar

Pensar sobre, seja sobre alguém ou algo, nos leva a um exercício mental, demanda tempo,mas é o que move o mundo. Veja se o ser humano não tivesse essa capacidade não teríamos a roda, o controle remoto, os remédios entre outras coisas.
Pensar e executar é isso que nos move.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Escrever

Escrever é liberdade!
Seja no papel, num blog, na escola, ou em outros espaços, constitui um modo de expressar sua liberdade, de expor suas idéias, sejam boas ou não. Quem escreve uma história fictícia ou pessoal, crítica algo ou alguém, põe o amor em palavras, escreve a vida.
As possibilidades são infinitas, criar palavras, dialogar com o subjetivo, com o outro, transformar idéias em teorias, palavras em conforto.
Escrever é ter um mundo em suas mãos.

domingo, 26 de abril de 2009

Atlético Mineiro (Galo)

O Atlético Mineiro(Galo) hoje não jogou contra o Cruzeiro a metade que jogou contra o Guaratinguetá. Diante de um oponente à sua altura mostrou sua fragilidade, e que ainda precisa de reforços para o meio de campo e para a zaga. Mas não é só isso, o time hoje não jogou com raça, com amor, no segundo tempo estavam todos apáticos, e mais, dois jogadores expulsos, e não adianta culpar a arbitragem que não atrapalhou em nada, estiveram isentos.
Na quarta-feira o Galo pega o Vitória, e se jogar este futebol do segundo tempo de hoje, será desclassificado.
Deus salve o Atlético!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Trânsito

Hoje acordei atordoado, após um feriadão, pensei que era segunda-feira, mas não era!
Era quarta-feira, o trânsito as sete horas da manhã estava parado, estático; uma formiga tropeçou no asfalto...
Os carros se assustaram, pararam, as pessoas nos ônibus "latas de sardinha" não conseguiram ver o caos, só o setiam, o calor os faziam sentir mal. Isto numa bela manhã de quarta-feira, onde o preço da modernidade e do conforto era alto. Alto como o sol que queimava o asfalto, a formiga,os carros e os ônibus.